Show na UMESP:

SÃO BERNARDO DO CAMPO @ METODISTA - 13 DE MAIO DE 2009
PRAÇA CENTRAL RUDGE RAMOS - FOTOS POR MARCOS BOKÃO

Salve galera da Metodista! Valeu pela ação e movimentação no último dia 13! Tamo junto, na sintonia!! Pode crer que foi só o início.

Bom, pra quem não sabe, no dia 13 de Maio de 2009, na praça central do campus Rugde Ramos da Universidade Metodista de São Paulo, os alunos de Publicidade e Propaganda realizaram um evento de contra-cultura, onde rolou Asfixia Social e Graffiti.

O convite para a banda Asfixia Social aconteceu ainda em Abril. O show, que estava marcado para o dia 14 de Maio de 2009, foi boicotado pela UMESP, que filtrou nosso repertório e letras, música por música.

Depois de várias tentativas para burlar a burocracia e o moralismo da Metodista, os alunos de PP se organizaram e conseguiram autorização para que acontecesse o show, no dia 13 de maio.

Nos foi proibida a passagem de som, mas mesmo assim demos a cara à tapa. A praça lotada sentiu a mensagem, e no final do ano, entre outubro e novembro, estaremos de volta. Podem esperar!!

Agradecemos também aos alunos do Centro Acadêmico de Jornalismo - CAJOR - pelo apoio! Vamo que vamo!

Que seja questionada a comercialização do ensino por esta instituição que, assim como várias outras, mantém uma postura elitista, conservadora e anti-democrática. São instituições que servem como verdadeiras máquinas de ganhar dinheiro e vender diplomas para o mercado do capital. ALUNOS DE JORNALISMO DA UMESP: Todo nosso apoio ao fim das aulas virtuais.

1abz, paz.

Terça-feira, 13 de maio de 2009


Hipocrisia e safadeza “até o talo” na era do quanto mais burro melhor

Há 121 anos atrás, no dia 13 de maio de 1888, o Brasil declarou a “abolição” da escravatura sob pressão, principalmente, da Inglaterra. Assim, negros se tornaram assalariados e passaram a consumir produtos industrializados, ou seja, produtos ingleses. Estavam em jogo os valores do capital, e não valores “humanos”. Assim, o artigo 121, desta vez por homicídio doloso, era assinado como Lei Áurea.

Muitos comemoram mais uma propaganda enganosa. Enquanto a “abolição” camuflou a contínua escravidão de diversos povos, a hipocrisia também passou a ser celebrada dia-a-dia: mega corporações camuflam a destruição em massa do planeta, da saúde humana e animal. Com seus programas de “responsabilidade social”, borram a realidade.

Bancos estupram e iludem o sedento trabalhador alegando estímulos de crédito e possibilidades para o mais pobre. Escravizam uma sociedade inteira sob juros e salários ajustados às contas básicas do mês. Ainda, movimentos sociais são criminalizados e levados à banho-maria como se nada estivesse acontecendo.

No meio disto tudo, crescem garotos, alienados. Crescem também alunos universitários alienados, fiéis ao sistema mascarado. Porém, crescem estudantes conscientes e confiantes de novos dias. E qual o apoio da Universidade Metodista para a construção da ciência? Nenhum. Apoiam apenas a manutenção do sistema, com seus diplomas à venda e ensino anti-criticidade combinados à bares e festinhas.

Há 112 anos, o governo brasileiro metralhava as favelas de Canudos, na Bahia. Hoje, fuzila uma massa alienada com informação distorcida ou flagelada. Para não perder controle, fuzila a rebeldia da favela com bala fria. O gatilho é o culpado e ninguém responde pelo assassinato de um povo. Nada mudou, aliás, a ambição vai de Leste a Oeste, de Norte a Sul, assim como a guerra, que está na tua porta, não só em Bagdá.

Porém, há um porém: Dia 13 de maio de 2009, na Universidade Metodista de São Paulo – um dia depois de cantarolar e dançar o “pop-sertanejo” – cOnTrAsTe:

Os alunos de Publicidade e Propaganda da UMESP trazem a banda Asfixia Social à praça do campus Rudge Ramos. Censurada pela Universidade Metodista de São Paulo por sua postura e conteúdo, a banda toca o “foda-se” com seu rap skapunk hardcore abrasileirado e PRONTO. E que assim seja: A UNIVERSIDADE É DOS ALUNOS. UM OLHO NO SANTO, OUTRO NO PADRE, OUTRO NA MISSA.

A nossa voz é uma bomba, e fica aqui a mensagem:

“Pode censurar, nos prender, expulsar, mas não é assim,
Sr. Reitor, que você vai nos parar”

(...Pode crer que continua...)

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  Uma semente, uma chave...

      A palavra é a sapiência, que neutraliza a demência.
    O punho é complemento, inteligente, que cala a existência da peste semeadora da desordem!
      Como uma rebelião no meio da multidão, o levante das cinzas do descaso ... amor ... ódio. Um exército revolucionário armado de rebeldia, punho, microfones, guitarra, baixo, trumpete, percussão e resistência aos moldes e modas!
      Asfixia Social é o estado, a cidade é grande e afoga, mas no quilombo mental, o refúgio da insanidade humana, a proteção dos maus e dos males!

Resistência!
                 Liberdade!


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